Valeu a pena ser mar?

Te esperei, mandei mensagem e liguei. Você sabe. Sempre fui dessas pessoas que não se importam em demonstrar. Naquele dia, lá no café, não medi esforços para ir te ver. O que vou fazer? Comigo tem mensagem de bom dia, eu te olhando dizendo que nada se compara a estar com você e tudo mais. Gosto do riso, do beijo, do corpo quente, do abraço apertado e do olho brilhando por aquelas pequenas coisas.

Valeu a pena ser mar enquanto você não passou de uma poça? Com um certo pesar, admito que valeu sim. Se optar por não sentir, se optar pelo frio, saberei que meu lugar não é contigo. Vale a pena sentir. Cá escrevo com uma dor indescritível no peito? Sim. Mesmo assim, prefiro a dor de saber que fui fiel em demonstrar o que senti, do que o arrependimento de não ter me entregado por inteiro em nossa história.

Não vivo mais coisas assim pela metade, se não for para transbordar, prefiro nem insistir. As pessoas passam tempo demais pensando em como é bom não ligar, como seria bom não sentir, em joguinhos e eu? Só prezo pelo mais simples, que é ver e viver o que realmente existe, o sentimento sincero que surgiu e merece ser cultivado, uma vez que ambos se entregue. Dói? Às vezes sim, mas vale a pena fazer a nossa parte. Esse é o mínimo que podemos fazer.

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